quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ingredientes Para o Amor

"Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido."
(Vinícius de Moraes)

Há algum tempo eu estive pensando em como escrever sobre relacionamentos amorosos aqui para o site. Vasculhando a internet, reencontrei um texto que ouvi no primeiro semestre de faculdade, trazido por um colega. Apesar de já se terem ido alguns bons anos, permanece atual e decidi utilizá-lo como forma de reflexão. Ele é de autoria de Rosana Braga - Palestrante, Jornalista e Consultora em Relacionamentos, além de autora de diversos livros e artigos (clique aqui para acessar o site dela). Reproduzo-o na íntegra, a seguir.


INGREDIENTES PARA O AMOR:
Confiança, Admiração e Respeito!

Fiquei bastante tentada a colocar o título desse texto de Receita de Amor. Acho que ficaria mais interessante, mas infelizmente não acredito em receitas para o amor e estaria começando com a consciência pesada. Então, resolvi dar apenas os ingredientes. A sua receita é você quem cria!

Há faz alguns anos, conversando com uma amiga psicóloga – a Sandra Macedo – ela me disse que um relacionamento só poderia dar certo se estivesse baseado em três sentimentos. Eu, obviamente, imaginei que o primeiro seria o amor e os outros, nem teriam tanta importância. Qual não foi a minha surpresa quando ela citou os três e o amor ficou de fora. Passei bastante tempo refletindo se concordava com o que ela havia dito e somente depois de alguns anos compreendi que, na verdade, aquela era a fórmula do amor. Ou seja, não é possível sentir e principalmente manter-se sentindo amor por uma pessoa caso não a admiremos, não a respeitemos nem confiemos nela!

Mas descobri que cada um de nós, quando usa essa fórmula, obtém o seu próprio resultado, dependendo também da combinação entre o que somos e o que o outro é! Isto é, eu posso confiar, admirar e respeitar um homem, mas nem por isso amá-lo como homem. Posso tê-lo apenas como amigo ou irmão. Mas quando acontece uma alquimia entre a química contida em dois corações, aí sim sentimos o amor pulsar e expandir nossa existência como uma espécie de magia (embora o amor não tenha nada de mágico e sim de sublime)!

Na verdade, o que quero dizer é que existem muitas pessoas que acreditam estar vivendo o amor, quando na verdade estão alimentando algum outro tipo de sentimento muito aquém. Sentem-se tristes, desesperadas, perdidas, angustiadas e insistem em justificar todo esse pavor através da palavra amor... Sentem-se rejeitadas, desmerecidas e enganadas e, ainda assim, acreditam que amam...

Mas se essas pessoas parassem por um instante, se desprendessem desses sentimentos tão dolorosos e respondessem, sinceramente, três perguntinhas, talvez descobrissem e se espantassem com o fato de que não estão vivendo o amor.

Faça o teste! Pense na pessoa que você acredita que ama. Pense na relação de vocês e responda:

1 – você admira essa pessoa?
Admira o jeito dela, o caráter, a personalidade, a maneira como ela encara a vida, as atitudes dela diante dos problemas, diante das alegrias, enfim, você admira a alma dessa pessoa?

2 – você confia nessa pessoa?
Você acredita que pode contar com ela, pode confiar no que ela diz? Está certo de que ela faz o possível para cumprir o que promete e está disposta a construir uma relação baseada na sinceridade e na verdade, por mais difícil que seja?

3 – você respeita essa pessoa?
Considera o que ela pensa, o que ela sente e está disposta a aceitá-la, por mais diferente que ela possa ser de você? Você realmente consegue dar espaço para que ela seja como é, sem tentar o tempo todo fazer com que ela mude o seu jeito, as suas opiniões e o seu comportamento?

É... talvez você se surpreenda com suas próprias respostas. Talvez você descubra que o que sente não é amor, mas capricho, falta de auto-estima, medo de ficar sozinho, conveniência, acomodação... Talvez você descubra que se acostumou com uma relação desgastante e cheia de desentendimentos, mas que nunca se questionou sobre o que realmente quer...

Muitas pessoas preferem acreditar que não têm sorte no amor ou que é preferível ficar numa relação ruim a ficar sozinho, mas na verdade estão apenas com medo de tentar, com medo de sair em busca de um amor intenso, com medo de se livrar de uma pessoa que só lhes faz mal e perder o lugar de vítima!

É bem mais fácil ter argumentos para justificar um amor que não deu certo do que se arriscar a encontrar uma pessoa maravilhosa, companheira, sincera e profunda e ter de lidar com seus próprios defeitos, com suas próprias inseguranças e culpas...

Pois eu sugiro que você não aceite menos, não aceite pouco. Exija o melhor de você mesmo e do outro. Exija respeito, confiança e admiração. Sinta isso pela pessoa amada... Sinta isso, acima de tudo, por si mesmo! E se não puder, pare onde estiver e proponha-se a aprender e se preparar para o verdadeiro amor! Sempre há tempo, mas não demore muito.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Aviso aos Naturólogos


Hoje repasso um aviso da Associação Brasileira de Naturologia (ABRANA). A entidade está preparando em conjunto com a Associação Paulista de Naturologia (APANAT), um documento que será enviado ao Ministério do Trabalho e Emprego em sua seção do Cadastro Brasileiro de Ocupações (CBO), solicitando a este a inclusão do Naturólogo como profissão.

Para isto, estão sendo enviados neste momento formulários de cadastro para estudantes e profissionais. Aqueles que não receberem, podem ter acesso a ele por este link: http://verd.in/be15.

Finalizado este cadastro (os formulários serão recebidos até o dia 4 de julho), um ofício será emitido informando a situação dos profissionais e estudantes: onde atuam, especializações, informações sobre os cursos de graduação, etc. Esta documentação será encaminhada ao CBO em Brasília para discussão e avaliação.

Caso a resposta seja positiva, uma reunião será marcada em São Paulo com duração aproximada de 3 dias, contando com 2 formados de cada região do Brasil. Aqui serão pontuados o papel do Naturólogo e suas atribuições.

Com posse de um CBO, o Naturólogo poderá ter sua carteira assinada como tal, declarar Imposto de Renda, solicitar abertura de espaço terapêutico, etc. Este primeiro e importante passo, facilita a futura regulamentação da profissão, assim como o exercício da Naturologia.

Em agosto o CBO será atualizado. Com a devida organização e participação, há a possibilidade de conseguirmos este grande avanço para a Naturologia no Brasil.

Clique e participe!

sábado, 11 de junho de 2011

Reiki


Ao menos por hoje: não fique zangado; não fique preocupado; seja grato; realize seu trabalho com dedicação; seja gentil com todos.” 
(Os 5 Princípios do Reiki

Mikao Usui (1865 - 1926) foi um monge budista que sistematizou uma prática de transmissão de energia pela imposição de mãos conhecida como "Reiki". A palavra é uma junção de "Rei" (alma, espírito, fonte primária) e "Ki" (energia, sopro vital), e se refere à energia vital universal - isto é, aquela que permeia todas as coisas. Os praticantes do Reiki teriam a capacidade de acessar e servir de canal a esta energia, direcionando-a ao indivíduo em situação desarmônica.

Usui tinha um certo fascínio pelas curas praticadas por Buda e por Cristo. Ele estudou e decifrou textos antigos que o levaram a conhecer alguns símbolos e tradições, sem contudo obter total sucesso em utilizá-los. Decidido a desvendar o mistério por trás das antigas práticas, refugiu-se ao monte Kurama por 21 dias, praticando o jejum e meditando. Ao final deste tempo, um processo de iluminação trouxe-lhe a compreensão necessária para utilizar o processo de cura energética.

O sistema de utilização do Reiki está baseado em um conjunto de princípios básicos e éticos, situação que é comum em se tratando de tradições orientais (como acontece por exemplo nas artes marciais). Contudo, a prática em si se baseia na concentração, sintonização com a energia, e transmissão. Alguns símbolos estudados pelos praticantes funcionam como "portais" de acesso a diferentes dimensões da energia vital universal, e desenhados ou pronunciados (os nomes) agem como convenções que facilitam o acesso.

Comumente, aqui no Brasil, o Reiki é ensinado em 3 níveis. No primeiro é realizada a primeira sintonização do indivíduo, apoiada pelo Mestre iniciador. No segundo são recebidos os símbolos e com essa nova possibilidade o potencial de envio do Reiki se amplia e ele pode ser enviado independente do espaço/tempo, assim como atuar em níveis extra-físicos. No terceiro, é realizado um tipo de iniciação ao símbolo do Mestre, que se associa ao nível espiritual e também possibilita a iniciação de outras pessoas e a aplicação do Reiki a grupos inteiros.

Em função da lógica Ocidental imediatista, com algum dinheiro e disponibilidade, pode-se efetuar os cursos (que duram um final de semana em média) num tempo total de até menos de 1 ano. No Japão, contudo, as Escolas Tradicionais (inclusive a original de Usui), costuma iniciar os discípulos e treiná-los com rigor ao longo de muitos anos. Um discípulo japonês pode talvez nunca chegar a se tornar um Mestre. Por isso é importante respeitar o tempo, a necessidade e a experiência pessoal para avançar neste tipo de prática.

Pessoalmente, tive contato com o Reiki através do "ouvir falar" durante meu período de graduação. Anteriormente eu estudara o passe espírita como forma de transmissão energética, e também tinha uma certa curiosidade a respeito das curas associadas a Jesus e a outros tipos de "iluminados". Como elas aconteciam? Como era possível reproduzí-las? Eu tinha, contudo, um preconceito ao Reiki e não me interessava em aprendê-lo. Até que recebi a aplicação de uma amiga, que me falou gentilmente sobre ele.

Na minha iniciação em Reiki, nível 1, senti que aquela sintonização de fato tinha diferenças em relação ao passe, principalmente pelo toque. Este toque e a iniciação promoveram mudanças na minha capacidade de utilizar a transmissão de energia como forma de apoiar os processos de cura. Durante um ano, tive algumas experiências relativas à auto-aplicação e a aplicação em terceiros. Mas depois de formado, senti que ao atender em Naturologia, eu percebi um tipo de limitação que se tornou incômodo a meu objetivo.

Foi então que decidi buscar a realização do nível 2, e me sinto feliz por ter esperado todo este tempo e a necessidade surgir em mim. Eu recebi os símbolos, e os tenho utilizado como formas de me ajudar a compreender estas diferentes facetas da energia vital universal e suas possibilidades. Os resultados têm sido interessantes. Lembro que antes eu senti a energia voltada apenas ao plano físico, e agora consigo ter acesso a um tipo de trabalho mais profundo.

Em uma sessão comum, o “Reikiano” costuma colocar as mãos sobre diversos pontos do corpo do indivíduo, da cabeça aos pés. Em alguns casos as mãos permanecem distantes. Comenta-se que nas escolas japonesas são ensinados também procedimentos respiratórios, e algumas usam o toque apenas em uma região – a qual o praticante identifica como aquela associada à queixa da pessoa “enferma”.

A quem desacredita da prática, numerosos estudos científicos tem testado sua aplicabilidade e os resultados. Vários deles atestam a eficácia do Reiki, inclusive um realizado recentemente no Brasil. Ricardo Monezi, em 2003, investigou na Universidade de São Paulo (USP) o efeito do Reiki sobre o sistema sanguíneo e imunológico de camundongos. Entre os resultados estava a diminuição do número de plaquetas e o aumento da resposta das células de defesa (em algumas delas, duplicada).

Comumente, enquanto Naturólogo, também faço uso do Reiki como forma de acessar as informações do campo de energia do indivíduo. Os dados que recolho subjetivamente enquanto imponho as mãos ou envio à distância, são em muitos casos, incríveis. Eles me ajudam a orientar as demais práticas terapêuticas, ao mesmo tempo em que a energia em si já atua num processo curativo interno do interagente.

Àqueles que permanecem céticos quanto a isso, lembro que a ciência convencional já coleciona casos de memória celular, ou seja, situações em que o transplante de órgão acarretou em mudanças comportamentais e acepção de traços do doador. Isto supõe que o cérebro não é o único arquivo de informações acerca do indivíduo e que há algo ainda por ser esclarecido quanto aos sistemas do organismo humano.

Acredito que estudos podem ajudar não apenas a desvendar a ação do Reiki, como a incentivar uso de forma responsável e cuidadosa. É uma prática acessível e certamente capaz de trazer grande realização ao seu praticante.
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